Eu nem sabia.
Mas a vida sempre sabe.
Aquela foto que eu tirei sua, e você agradeceu.
E eu gostei de tirá-la.
Foi uma forma de nos despedirmos.
Foi uma maneira - sutil - de dizer tchau.
Não é um até logo. Um "nos vemos por aí".
É tchau mesmo.
Passagem só de ida.
A gente vai se encontrar.
Se re-encontrar.
Mas o tchau já terá sido dito. Ainda que com a boca fechada.
Ainda que com as mãos nos bolsos.
Palavras e gestos não precisam estar sempre presentes.
Eu sei que eu te disse tchau.
Você vai perceber.
Ou não.
Não importa mais.
Se você percebe / não percebe os tchaus, eu não irei sinalizá-los.
Você me pediu - em ato - que eu dissesse tchau.
Ainda bem, meu pai tem uma filha obediente.
Você pediu.
Eu disse.
Tchau.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Sobre cartas não enviadas
Eu queria abraçar.
Mas me faltam braços.
Queria receber abraços.
Mas me falta aconchego.
Queria escrever uma carta de amor.
E dizer, sim, que te amo.
Mas eu não sei o que sinto.
Não sei o nome que tem.
Queria dizer sim.
Ou dizer não.
Então, eu acabo mesmo, dizendo é nada.
E o nada nem é sim, nem não.
Quando não há o que ser dito.
E o que ser sentido.
A gente tem, apenas (apenas?) o silêncio.
Tipo isso.
Enviar uma carta.
Pra remetente nenhum.
O destinatário não foi encontrado.
E aí eu dei.
E recebi.
Só o silêncio.
Mas me faltam braços.
Queria receber abraços.
Mas me falta aconchego.
Queria escrever uma carta de amor.
E dizer, sim, que te amo.
Mas eu não sei o que sinto.
Não sei o nome que tem.
Queria dizer sim.
Ou dizer não.
Então, eu acabo mesmo, dizendo é nada.
E o nada nem é sim, nem não.
Quando não há o que ser dito.
E o que ser sentido.
A gente tem, apenas (apenas?) o silêncio.
Tipo isso.
Enviar uma carta.
Pra remetente nenhum.
O destinatário não foi encontrado.
E aí eu dei.
E recebi.
Só o silêncio.
Assinar:
Postagens (Atom)